Tem gente que gosta de escrever, tem quem vive de escrever...faço
parte do primeiro time.
Sem que me venham com a dialética de Marx, mas o fato é que tudo é
muito simples: há uma dicotomia flagrante: há os que detêm o poder e há aqueles
que estão abaixo desta linha.
Entre os que estão abaixo da linha de poder há os que são favoráveis
aos poderosos e os que são contra; dentre os favoráveis há os que o são por
questões de sintonia e aqueles que querem, de alguma forma, pegar carona e
levar vantagens.
No time dos contrários também há aqueles que são contra por questões
de sintonia e aqueles que são contra porque não foram eles que assumiram o
poder ou porque foram rejeitados pelos que detêm o poder.
Alguns anos passados, não muitos, história do Brasil recente, os
poderosos da chamada direita e que detinham o poder resolveram ir além do
razoável e o povo começou a dar espaço (e ouvidos) para a chamada esquerda. Com
medo do poder mudar de mãos envolveram os militares que, com auxilio externo,
tomaram o poder e acabaram nele se perpetuando por longos anos (o poder inebria
e corrompe e, com os militares não foi diferente). E agora? Peitar os militares
era temerário... Vamos usar a mão do macaco da esquerda para meter a mão na
cumbuca, se der errado é o pessoal da esquerda que se ferra. A turma da
esquerda, porém, não poderia ser fortalecida e assim resolveram criar uma cisão
na dita esquerda (o famoso dividir para governar) e partiram para a criação do
ícone populista, o metalúrgico que já havia sido companheiro e que,
acreditavam, poderiam manipular. O barbudinho nordestino se fez de complacente
e se permitiu ser usado (na verdade estava usando) e, após várias idas e vindas
foi guindado ao poder. Com o poder nas mãos o barbudinho fez a sua parte no
acordo, ou seja: reconduziu a turma da chamada direita ao poder e, em troca,
ficou riquíssimo. Segue abaixo o link de um vídeo onde aparece um abobalhado
jurista, que apesar de não ser do time dos tucanos é Bicudo, falando de sua
decepção com o pernambucano que foi transformado em ícone dos trabalhadores.
Claro que o esperto nordestino teve de tirar de cena os asseclas que se
julgavam muito espertos e, assim, Dirceus, Jenoínos e outros foram atirados ao
limbo, devidamente fritados por um novo ícone da moralidade, vindo dos
tribunais e este novo messias da justiça, aliás, foi colocado lá justamente
pelo astuto ex-metalúrgico mas, como sempre, ninguém, mas ninguém mesmo,
percebeu nada. E a vida política brasileira segue, e como segue, faz-se mister
recompor os quadros do poder, e o ardoroso dicípulo de Maquiavel, trabalhou e
conseguiu se perpetuar com Dilma em Brasília e Haddad em São Paulo para ficar
nestes dois exemplos. Assim, o poder do executivo, em nível nacional, e o
controle da maior cidade do país vão continuar em suas mãos... Viva Lula, o
homem que está, como se diz popularmente, por cima da carne seca! O resto, está
explicado na abertura deste texto.
Assino e Dou Fé!
http://youtu.be/MKhSKE3FkDA






